O Movimento Gay de Minas (MGM) é uma organização não - governamental sem fins lucrativos, que atua principalmente no Estado de Minas Gerais. Com sede em Juiz de Fora, sua missão é valorizar os homossexuais e lutar pela cidadania gay, contra o preconceito e a discriminação.
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Fundado em 28 de junho de 2000, o MGM trabalha para combater a homofobia - o ódio e intolerância contra GLBTs (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). O objetivo é promover a cidadania dessas pessoas, garantir seus direitos e lhes conscientizar sobre temas como prevenção à Aids e a outras doenças sexualmente transmissíveis. A organização existe - e luta - porque os homossexuais ainda constituem uma parcela marginalizada da sociedade. |
"O MGM mostra o que a gente é, o que a gente pensa, o que a gente quer", declara o desenhista Josué Balbino, que freqüenta a sede da ONG desde sua inauguração. A afirmação aponta para outro objetivo da instituição: atuar como centro de convivência para cidadãos e cidadãs homossexuais, ponto de encontro, troca de experiências e valorização da cultura gay. Um local onde essas pessoas podem se reunir, discutir seus assuntos e encontrar na união soluções para uma melhor qualidade de vida.
Pioneiro em Minas Gerais, o MGM está à frente de diversas lutas, projetos e debates que envolvem todo o movimento homossexual brasileiro. Os resultados já podem ser vistos: a ONG alcançou conquistas legais; oferece assessoria psicológica e jurídica gratuitas para homossexuais; ajudou a reduzir o número de novos casos da Aids entre homens que fazem sexo com homens; realiza a maior fórum brasileiro de debates sobre homossexualidades e a maior parada gay do interior do país, entre outras vitórias.
"Os homossexuais de Juiz de Fora têm hoje o respeito que tem por causa do trabalho de nossa organização", afirma o presidente do MGM, Oswaldo Braga. "A respeitabilidade que estamos adquirindo não é apenas para nós. Ela chega e continuará junto a uma outra geração que está vindo", comemora. O trabalho do MGM funciona por meio de voluntariado e de projetos financiados por órgãos públicos como o Ministério da Saúde, Ministério da Cultura e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. “Para realizarmos todas essas atividades, acreditamos no poder da união e da democracia e consideramos fundamental o trabalho unindo saúde e auto-estima. Nossa luta é assim”, explica o diretor administrativo e financeiro da ONG, Marco Trajano. |